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Cenários e o Futuro da Educação Superior no Brasil

Empresários e dirigentes de empresas públicas e privadas participam de dezenas de eventos, às vezes de um único dia, ou como um retiro administrativo, para ouvir grandes expoentes da economia, marketing, administração, principalmente se estes forem experts com casos de sucesso e reconhecimento nacional e/ou internacional. Por quê? Porque investem sistematicamente na atualização de conhecimentos a respeito do "mercado" em que atuam, novas tendências e princípios de administração. Os dirigentes de Instituições de Ensino Superior (IES) também frequentam, muitas vezes, esses eventos, assim como os empresários da educação em geral, professores e demais membros da academia, mas muito mais para saber o que ensinar do que para aplicar o que ouviu em suas próprias instituições. Por quê? Porque "mercado" é ainda uma palavra que causa sentimentos ambíguos, ou porque uma IES é diferente (muita coisa não se aplica às atividades acadêmicas), ou ainda, porque os exemplos não são voltados para o segmento do ensino superior.

A educação superior é considerada, em todos os países adiantados, uma estratégia de Estado. Isto porque, além de capacitar profissionais mais capazes de lidar com os desafios tecnológicos, globalizados e multidisciplinares de nosso tempo, colaboram decisivamente para a ascensão e inclusão sociais, o que a transforma em um dos temas de importância política nos países democráticos.

Diante do crescimento das matrículas no ensino superior, os Estados não têm conseguido dar conta do financiamento integral deste setor e têm tomado duas medidas importantes para lidar com o problema: liberar o setor para o segmento privado, com e sem fins lucrativos, e introduzir mecanismos de mercado, substituindo a regulamentação pela concorrência entre cursos e instituições.

O risco do mercado totalmente livre e sem regulação é a geração de desigualdades profundas entre instituições, que podem transformar, em médio prazo, o ensino superior numa commodity, onde o preço será o único fator de genuína diferenciação e a qualidade exclusiva de algumas poucas instituições, abastecidas por estudantes das classes mais favorecidas capazes de arcar com seus altos custos. A mão invisível de Adam Smith (que organiza, naturalmente, um sistema totalmente competitivo e o torna socialmente justo), em muitos casos, não tem se mostrado eficaz.

Até pouco tempo, a concorrência existente no ensino superior era benigna. A situação hoje não é mais esta. A introdução da realidade do mercado no sistema de ensino superior gera uma série de tensões, dentre elas a concorrência exacerbada pelas matrículas, pelos professores, por verbas das agências de pesquisa, pela conquista de áreas geográficas menos providas de instituições e pela invasão do ensino a distância, que é oferecido por instituições com e sem tradição acadêmica, de origem nacional, ou internacional.

Além disso, o estudante, cada vez mais, se considera cliente privilegiado com as exigências decorrentes desta visão. Como se posicionar, enquanto Instituição de Ensino Superior de qualquer natureza, diante desta realidade? Como entender e preservar o conceito de qualidade acadêmica e transformá-lo num diferencial competitivo? Como evitar simplificar a concorrência, num mero aviltamento de mensalidades, ou no oferecimento de amenidades pouco qualificadas? Como adequar custos para manter-se competitivo sem prejuízo da qualidade acadêmica? Como cumprir com as exigências do governo, que procura suplementar a realidade de mercado com regras para garantir condições de input consideradas mínimas pelos formuladores das políticas educacionais? Para onde caminha o ensino superior brasileiro?

O Instituto Lobo / Lobo & Associados oferece seu know how em políticas públicas, sistemas de ensino e de gestão de Instituições de Ensino Superior, para apresentar em sua IES um ciclo de palestras com o tema: "O FUTURO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL: RETÓRICA, REALIDADE E OS RISCOS DO MERCADO", para ampliar a visão estratégica e gerencial de Reitores, Pró-reitores, Mantenedores e Sucessores, Diretores e Coordenadores das Áreas Administrativas, Dirigentes Acadêmicos de IES públicas e privadas de todo Brasil, Estudiosos e Profissionais vinculados ao tema.



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